Destino: Malta



Malta é um lugar surpreendente. Acabamos parando por lá por conta de um congresso em Valletta (capital de Malta). Confesso que antes disso, nada eu sabia sobre essa pequena ilha com 316 quilômetros quadrados de extensão e aproximadamente 420 mil habitantes. Apenas as três maiores ilhas de Malta são habitadas: Malta, Gozo e Comino (essa com apenas 4 habitantes).

A língua oficial deles é o Maltês, porém o inglês é predominante por ser o segundo idioma e boa parte da população fala italiano.
Malta é predominantemente católica, devido, principalmente, ao fato de São Paulo ter naufragado lá e convertido seus habitantes. Tem igreja pra todo canto, na verdade, mais de 300 igrejas espalhadas pela ilha.

Gastronomia


Se encontra por lá muita comida com influência italiana: massas, pizzas e lasanhas. Dentre os pratos (e bebidas) malteses podemos destacar:
Pastizzi: um salgado que parece massa folhada e que se encontra por lá muito barato (cerca de 30 cents).
Hobz: pão maltês, diga-se de passagem muito bom.
Fenek: carne de coelho (essa é bem típica por lá e se encontra em todo canto).
Gbejniet: queijo maltês (encontra-se em qualquer mercado).
Cisk: cerveja vendida somente em Malta (recomendo).
Knnie: tradicional refrigerante a base de laranja e ervas.
Bajtra: licor do fruto do cacto (se vê muitos desses frutos por lá, eu os conheço daqui do Brasil por figo da Índia).

Transporte
O transporte público de Malta é bom. Os ônibus tem ar-condicionado e há vários tipos de cartão para pagar a passagem que compensam a viagem (ver Tallinja Card). Há quem diga que são lentos e os motoristas barbeiros. Eu achei lento, mas não por serem barbeiros ou coisa do tipo, mas porque o trânsito de lá é caótico. E depois, em qual lugar que ônibus não muda o trajeto mais rápido por um que passe em mais lugares? Enfim, eu gostei e acho que compensa financeiramente.
Uma coisa para ficar atento é que linhas com o mesmo número as vezes vão para destinos diferentes. Então, na dúvida, pergunte ao motorista se o ônibus vai até o destino que você quer.

Onde Ficar?
Ficamos em um hotel chamado Kappara, próximo à Universidade de Malta e ao Hospital, então tinha ônibus para todo canto passando por lá. Nossa escolha foi pelo custo-benefício e pelo hotel se encontrar não muito longe de Valletta (onde foi a conferência que participamos). Se gostam de lugar mais badalado, sugiro St. Julians, St, Paul ou próximo às praias Golden ou Paradise (essa fica próxima à Cirkewwa).

Turismo
Quanto ao turismo vou elencar aqui os lugares que visitei, e os que não visitei mas que compensam (não fui por falta de tempo e/ou dinheiro).

Blue Lagoon



Com toda certeza o lugar mais lindo que já visitei. Para chegar até lá, só de barco. Pegue um ônibus até Cirkewwa (linhas 41, 42, 101, 102, 221, 222, 237 e X1). Chegando lá, compre um ticket (10 euros ida e volta) para Comino. Tente fazer isso o mais cedo que puder, o primeiro barco sai de lá às 9h. Digo isso pois depois das 11h começa a encher de gente e Comino é melhor vista com poucas pessoas. Se trata de uma pequenina ilha onde se encontra a Blue Lagoon (Lagoa Azul, onde foi gravado parte do filme com o mesmo nome, sim aquele da Sessão da Tarde).


Chegando lá você pode locar uma cadeira e um guarda-sol por 10 euros ou achar um canto pra deixar sua mochila e aproveitar a água cristalina e refrescante (fui no verão, dizem que no inverno é bem gelada). Lá tem barraquinhas com um preço bom vendendo bebidas, comidinhas e sorvetes. A pequena ilha também conta com um hotel, caso queiram desfrutar da sua beleza por mais dias.

Mdina

Mdina é chamada a Cidade Silenciosa. Isso pois conta com somente 300 habitantes e só os moradores de lá podem circular de carro em seu interior. Assim que você chega, dá de cara com várias carroças oferecendo passeios, não compensa pagar por eles, já que você pode andar facilmente pelas ruas. Mdina é uma cidade cercada por muros e que era a capital de Malta até 1530, quando foi substituída por Valletta. 


A cidade tem belos palácios e edifícios religiosos do século XV, e um mirante do lado oposto da entrada, onde se pode ter uma vista bem bonita de Malta. Para os que gostam de Game of Thrones, cenas da primeira temporada foram gravadas lá. A cidade tem algumas igrejas e museus que podem ser visitados (a menos que algum casamento esteja sendo celebrado por lá), porém nenhum nos atraiu a ponto de pagarmos pra ver (literalmente).

Rabat


Do lado de Mdina fica Rabat, na verdade dá a impressão de Mdina ser dentro de Rabat. Lá se encontram as catacumbas de São Paulo e de Santa Agatha. Não visitamos pois chegamos lá por volta das 16h30 e a mesma fechava para visitas às 16h. A entrada custa 5 euros.

Marsaxlokk


Um dos cartões postais da cidade, cheio de barquinhos coloridos e bares e restaurantes nas calçadas. Particularmente eu não achei nada demais. As pessoas falam muito bem da feira do domingo de manhã, mas como ficamos em Malta de segunda à sexta, não conseguimos ir.
Uma coisa que me chateou, foi o fato de ter uma piscina natural (St. Peter's Pool) há uns 40 minutos a pé de lá e eu não ter lido sobre ela antes. Acho que isso tornaria Marsaxlokk mais interessante.
Linhas de ônibus para Marsaxlokk: 81, 85, 119.

Gozo


Para chegar até Gozo, você vai ter que ir, assim como para Comino, até Cirkewwa e pegar um barco. Esse barco é bem maior que o que leva para Comino, tanto que você pode alugar um carro em Malta e o transportar até Gozo. O ticket você só paga na volta e custa € 4.65.
Gozo em um dia com transporte público é meio que um desafio, já que os mesmos demoram um pouquinho para chegar em cada ponto turístico e não são muito pontuais. Um meio de andar por lá, é alugar um carro em Malta e embarcar com ele, ou pagar um daqueles ônibus turísticos chamados Hop On - Hop Off. Pagamos 15 euros com a vantagem da pontualidade e de conhecer alguns pontos turísticos sem precisar alugar um carro. Vá cedo, um erro nosso foi chegar lá próximo ao meio dia e só ter até às 17h40 para pegar o último bus. Para maiores informações sobre o ônibus, clique aqui.

Como estávamos a fim de curtir uma praia no início, nossa primeira parada foi em Ramla. 

Não gostamos muito do fato de ter muita pedra no fundo do mar, fora isso a paisagem é incrível. No meio do tour, o ônibus para em um ponto para foto onde se tem a praia de Ramla bem abaixo.
Uma outra parada do ônibus de 10 minutos (o ônibus para e espera à todos) é em Xewkija, mais especificamente na Savina Creations, uma loja de fábrica com produtos Malteses. Muita geleia, condimentos, tortas típicas e bebidas. São só 10 minutos, mas dá para provar algumas coisas e levar alguma lembrancinha de lá.


Victoria é a capital de Gozo, e é lá que se encontra a Cittadella, cidadezinha murada que serviu de santuário contra os ataques de guerra e que é visível em quase toda a ilha, por ficar em um ponto alto. Não fomos até lá, por falta de tempo, descemos em Victoria só pra comer algo e dar uma andada pelas ruas estreitas sempre cheias de surpresas, como a senhora que encontramos na Basílica de St George, que nos deu uma medalhinha milagrosa e muita orações, além de uma breve explicação sobre a igreja.


A próxima, última e mais aguardada parada foi em Owejra, para a tão famosa Azure Window. Acreditem, ela é tudo aquilo de lindo que falam, não me cansei de olhar e contemplar a beleza da natureza nesse local nem por um segundo.
E mais uma vez, para os fãs de Game Of Thrones, o casamento da Daenerys com Khal Drogo foi gravado por lá. 
Nossa viagem por Gozo acabou em um mercado próximo à estação Mgarr (primeiro e último ponto do ônibus).

Golden Bay


Queríamos aproveitar nossa manhã livre para ir á praia, já que a tarde iríamos à conferência. Escolhemos a Golden Bay pelas boas referências e pelas fotos. Esse nome se deve ao fato das areias serem cor de ouro. Na verdade não vi tanta diferença na cor, mas gostamos muito da praia de águas cristalinas, refrescante (não estava gelada) e tivemos a sorte do sol estar baixo. Cadeiras podem ser alugadas por 4 euros e há vários ônibus para o terminal de Valletta.

Valletta


Valletta é uma cidade cheia de história, um museu ao céu aberto com mais de 300 monumentos em uma pequena área. Tem uma linda arquitetura, fortalezas e catedrais. Não pudemos usufruir mais da cidade pois tínhamos a conferência. Porém, o pouco que vivemos por lá foi o suficiente para ver muita coisa bonita. Por volta de 1500 os Cavaleiros de São João de jerusalém se estabeleceram em Mirgu (hoje chamada Vittoriosa), uma das três cidades de Malta. Não visitamos as três cidades, mas do Jardim de Cima de Valletta, tivemos uma vista das três. Se o sol não estivesse tão forte, com certeza teríamos dado um pulo até lá, mesmo que por poucos minutos.

Logo que você chega ao terminal de ônibus, na rua de principal acesso ao centro de Valletta você encontrará muitas lojas de marca internacional. Nas ruas mais estreitas há loja de produtos locais e muitos restaurantes servindo a famosa carne de coelho ou muitos pratos de influência italiana, como foi o caso do simpático restaurante que encontramos 100 bites. Para chegar até lá siga as placas até o Subway, o restaurantes estará logo em frente.

A conferência que fomos foi no Mediterranean Conference Centre, vale uma passada por lá também, fica perto ao Malta Experience e ao forte no lado oposto da entrada da cidade, bem no final mesmo. 


Dica: Se alguém se hospedar no mesmo hotel que o nosso ou nas proximidades, a dica é jantar no Coral Café. As pizzas de lá são MUITO boas.

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